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sexta-feira, 1 de outubro de 2010

O que há de errado com a graça?


Tanta coisa acontecendo, tanta gente cantando uma porção de coisas sobre liturgias do povo de Israel, que eu fico me perguntando, o que há de tão errado na graça pra que as pessoas queiram aderir a costumes judaicos. E vai acontecendo mesmo assim. Os CD's vão aparecendo, vendendo, e nós por aqui vamos cantando 'inocentemente' melodias tão adoráveis, afinal, ninguém quer realmente pensar enquanto está cantando. Já é um esforço enorme para alguns, simplesmente cantar, quanto mais raciocinar a respeito do que está sendo dito. Por isso resolvemos dar uma clareada nos seus conceitos nublados.


Vamos começar com essa canção tão adorável, que por muito tempo povoou os lábios do voluntarioso povo de Deus, depois, faremos a análise. Let's Go!



TOQUE NO ALTAR


Quem quer a glória, traz a arca,

quem quer o fogo, traz sacrifício,

quem quer a vida, que suba a cruz,

quem deseja o favor do Rei, toca na ponta do altar.


Quem mais poderia te livrar, e mudar tua sorte de uma vez,

prostre-se ao chão, estenda sua mão, e toque no altar

Tu alcançaras, o favor do Rei, toque no altar


Quem quer resposta, queima incenso,

quem quer a cura, toca no manto,

quem quer a honra, rasgue suas vestes

Quem deseja o favor do Rei, toca na ponta do altar.


Quem mais poderia te livrar, e mudar tua sorte de uma vez,

prostre-se ao chão, estenda sua mão, e toque no altar.



É tanta coisa, que eu quase não sei por onde começar....Mas, vamos lá.

A primeira estrofe da música refere-se a arca. Para que você possa entender nossa indignação, você precisa saber: a arca, era um objeto de ouro maciço, construído para 'abrigar' a presença de Deus, uma vez que naquela época, o Espírito Santo ainda não habitava nas pessoas. A música inteira está repleta de conceitos do Antigo Testamento. Mas alguém pode nos dizer: "Ok, mas o que há de errado com o Antigo Testamento?Também não faz parte da Bíblia?

Nós teremos de concordar. No entanto, perceba que, não há sentido algum no quesito benção em relação a arca. Não há nada para nós na arca. Nós não somos o povo de Israel, como também é incorreto afirmar que : " Asssim como foi com Abrahão será contigo meu irmão ". Isso está errado. Não que Deus não nos abençoe também, mas a questão é: Ele trata cada pessoa individualmente de formas diferentes, de acordo com seu contexto de vida. Todo mundo gosta muito de receber as bençãos de Abrahão no monte Moriá, mas, me responda, quem de nós daria seu filho como sacrifício? Ou ainda, quem de nós abriria mão de TUDO ( e quando digo tudo, estou incluindo seu carro novo, e sua casa na praia ) para seguir a voz de Deus?É amados, nós, só estamos dispostos para receber.

Há também uma pequena menção ao altar. Cabe aqui, um pequeno gracejo. O que acontecerá, se, por um acaso, o altar for redondo? Não haverá benção ( uma vez que círculos não possuem ponta )?

' Quem quer resposta, queima incenso '....vamos ser lógicos aqui; o que você pensaria de um irmão que queimasse incenso todos os dias a procura de respostas? No mínimo MÍSTICO!

A questão toda aqui é: O QUE HÁ DE ERRADO COM A GRAÇA? Porque nós não podemos simplesmente seguir um evangelho puro e simples, sem rituais ou altares?O véu foi rasgado, por favor, vamos parar com essa idéia mediocre de recosturá-lo, tornando o sacrifício de Cristo, insuficiente.


E Sim a Graça!

Súmula de um recomeço

E me pego pensando que seria útil escrever sobre isso. Que talvez, mais alguém nesse imenso mundo sinta desse jeito, pense desse jeito.
  É necessário recomeçar, partir de um ponto que talvez não seja o início de tudo, mas sim, uma oportunidade de mudar algumas coisas que já não funcionam tão bem como antes, e sacrificar algumas vontades para o bem comum.

 Dificilmente eu saberia dizer como fazer isso, se não estivesse aqui escrevendo. No entanto, parece-me que o processo varia um bocado de pessoa pra pessoa, e não dá pra fornecer nenhuma instrução muito exata.
  O que posso dizer é: coragem e determinação. Coragem para se afastar do que faz mal, determinação para prosseguir  sem olhar para o que ficou lá atrás.


 Com Amor & Valor, J. Karen
 

domingo, 19 de setembro de 2010

Dicas de leitura

   

O EVANGELHO MALTRAPILHO

'O evangelho maltrapilho' foi escrito para pessoas aniquiladas, derrotadas e exauridas. Pessoas que se acham indignas de receber o amor de Deus. Quem sabe, ignoradas pela comunidade de cristãos por não se encaixarem no perfil de super-homem ou de supermulher que lhes é constantemente exigido. Pessoas cansadas da espiritualidade superficial e consumista. Pessoas que travam inúmeras batalhas interiores por não se sentirem parte de uma comunidade afetiva e acolhedora. Franco e provocador, o aclamado filósofo e teólogo cristão Brennan Manning nos convida a depositar nossa esperança na amplitude da graça, capaz de alcançar pecadores e pobres em espírito, e de resgatar nossa dignidade original.
 
              

Aos que possuem um passado (J.Karen)

Não. Meu passado não me condena. Pessoas condenam pessoas.
E não digo isso por ter um passado perfeito ou pela ausência de passado.
  Em minhas andanças pela vida, já julguei muito e já condenei muito. Tornei-me juíza dos erros alheios e defensora e argumentadora dos meu próprios erros. Parcial, tendenciosa, exclusivista, passional, carrasca, preguiçosa. Essa sou eu no recôndito do meu ser. E embora todos esses defeitos habitem em meu ser, meu Senhor me escolheu e me amou. Mais ainda: Morreu por mim!

  
  " Portanto, você que julga os outros, é indesculpável; pois está condenando a si mesmo naquilo em que julga, visto que você que julga, pratica as mesmas coisas."
                                                                        ROMANOS  2:1

   Li tantas vezes essa passagem mas nunca me dei conta da grande verdade contida nela. Não há motivo racional para um senso de superioridade em uma situação de erros compativelmente maléficos. O julgamento alheio oculta em si uma outra face ainda mais obscura: quem julga o outro, automaticamente julga-se e condena-se a si mesmo.


  Se Jesus derramou seu sangue ali naquela cruz por mim, sem me julgar, que direito tenho eu como juiz de alguém? Se o próprio Cristo, que possuía um coração justo, e uma mente santa, não julgou se quer a mulher adúltera, porque nós, meros pecadores, deveríamos ( ou poderíamos ) fazer qualquer espécie de julgamento comportamental baseado em nossas mentes e idéias corrompidas?

 Como podemos perceber, não faz sentido algum. Pensemos nisso da próxima vez que tiver a (des)oportunidade de se assentar no trono de juiz.


Com Amor & Valor, J. Karen.